Tamiris Monteiro

Por Tamiris Monteiro
Foto: Reprodução

 

Aparelho ortodôntico para cães | Blog Pets e Patas

 

Pode parecer estranho, mas cachorro também pode usar aparelho ortodôntico. De acordo com Thiago Presciotto, veterinário especializado em odontologia veterinária e um dos sócios da empresa Sorriso Animal, os casos de ortodontia canina não são tão comuns como na odontologia humana, por isso muita gente desconhece o procedimento; contudo, existe. “Diferente da odontologia humana, não prezamos a estética, e sim a funcionalidade. Então, quando há um dente que está ocluindo (quando fecha a boca batendo dente com dente) ou um dente que machuca o lábio e língua, ao invés de fazermos extração para corrigir o defeito, temos a opção de trabalhar com o aparelho”, esclarece.

Tendo a indicação para que o animal use o aparelho, o primeiro passo para a futura colocação é fazer um molde em gesso e estudar por meio desse elemento qual técnica deve ser aplicada. “Essa análise ajuda o profissional a identificar se o cão vai usar um aparelho de braquete, que é bem comum na odontologia humana, ou se vai usar um aparelho com elásticos, por exemplo”. Para o profissional, a maior dificuldade é a manutenção, porque sempre que é preciso mexer no aparelho, o animal precisa estar sedado. “A vantagem é que o processo para os cães costuma ser mais rápido do que para os humanos; então, conseguimos trabalhar com uma média de dois a três meses e ter um resultado final”, pontua.

Os problemas ortodônticos podem levar o animal a parar de comer por causa de dor, a ter desgaste do dente, a deixar o canal exposto, entre outras situações. Para o cachorro que usa o aparelho, a higienização é fundamental, e o tutor do animal precisa escovar seu dente pelo menos duas vezes ao dia, que é a quantidade média que se alimentam. “Sempre após as refeições, é necessário escovar os dentes, porque acumula placa, consequentemente tártaro, e a partir disso o cachorro pode desenvolver outros problemas”, alerta.

 

Sorriso Animal Centro Odontológico Veterinário

Rua Elis Regina 45, Parque Renato Maia, Guarulhos. São Paulo/SP
Tel.: 2461-2098
www.sorrisoanimal.com.br

 
***Matéria originalmente publicada na Revista Weekend 343

 
assina colaborador

Por Tamiris Monteiro
Fotos: Banco de imagem

 

Animais podem sofrer com depressão | Blog Pets e Patas

A depressão não é um transtorno que afeta apenas humanos; os animais domésticos, principalmente cães e gatos, também podem sofrer com o problema. Assim como nas pessoas, a doença tem chance de manifestar-se por uma série de fatores, como experiências traumáticas, perda do dono por morte ou abandono, a chegada de um novo animalzinho que divida o mesmo espaço, mudança de ambiente ou de rotina, solidão, entre outros. Para a veterinária e professora do curso de medicina veterinária da Universidade UNG Karina D’Elia Albuquerque, um dos fatores que tem contribuído para isso é o contato cada vez mais próximo entre humanos e animais.

Animais podem sofrer com depressão | Blog Pets e Patas“Com a humanização dos animais domésticos, temos nos deparado com recorrentes manifestações de depressão, ansiedade e outros distúrbios psicológicos que afetam diretamente a personalidade. Esses fatores contribuem para que fiquem mais irritados, antissociais e apresentem comportamento inapropriado, como destruir móveis e objetos pessoais ou urinar e defecar fora dos locais pré-estabelecidos” , explica Karina.

Nem sempre é fácil perceber os sinais da depressão nos animais domésticos, já que cada um tem uma forma de manifestar os sintomas, mas alguns comportamentos são recorrentes. “Os cães são muito apegados aos donos e há diversas formas de manifestarem a depressão, mas, geralmente, apresentam perda de apetite com apatia acentuada, lambedura excessiva nas patas e no corpo, tristeza profunda, rejeição ao toque e isolamento. Já os gatos, diferente do que se imagina, são ainda mais propensos a desencadear a depressão, pois qualquer mudança de rotina pode levar a depressão e a consequência disso é desenvolverem doenças, como a Síndrome de Pandora (cistite idiopática no felino), que podem aparecer e agravar o quadro de saúde”, avalia a veterinária.

Animais podem sofrer com depressão | Blog Pets e PatasDe acordo com a profissional, outros fatores influenciáveis podem ser o afastamento de um animal companheiro e, devido à correria do dia a dia, a ausência dos donos. “Geralmente, os proprietários de animais domésticos passam muito tempo no trabalho e os animais se sentem sozinhos e abandonados. Outros motivos que podem levar à depressão são casos de doenças que necessitam de internação, quando o animal precisa ficar dias no hospital veterinário, e também visitas de crianças ou desconhecidos, por exemplo”.

 

Animais podem sofrer com depressão | Blog Pets e Patas

 

Tratamento

A melhor maneira é prevenir que a depressão aconteça. Para isso, o dono deve dedicar um período do dia para dar atenção e brincar, bem como evitar deixar o seu animal sozinho por muito tempo. “O ideal é minimizar ao máximo as mudanças de rotina e levar ao veterinário para realizar exames laboratoriais e de imagem, para ter certeza que não há doenças primárias. Também é muito válido tentar manter uma rotina diária com passeios e brincadeiras. Em casos mais graves, em que o animal já foi afetado pela depressão, existem antidepressivos (fluoxetina) e sessões terapêuticas caninas”, afirma.

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Weekend 330

 

assina colaborador

Por Tamiris Monteiro do blog Eu na Correria
Fotos: Arquivo Pessoal

 

SP Dog Run: uma corrida boa pra cachorro | Pets e Patas

Cindy e sua medalha

 

No último domingo rolou, dentro do Shopping SP Market, a 3º edição do Dog Run e participei do evento com a minha cachorrinha: a Cindy. Juntas fizemos 2 quilômetros, distância máxima determinada pela organização da prova. Essa corrida em especial me causou certa ansiedade, não por mim, mas por não saber como a Cindy se comportaria, afinal, essa foi a primeira corrida da sua vida e posso dizer que ela arrasou e encheu a “mamãe” aqui de orgulho. Fez o percurso bonitinha e, mesmo com as patinhas curtas, concluiu a prova em menos de 14 minutos. Já é uma corredora com certeza (risos).

Bem, para os corredores que realmente gostam de cachorro, esse é um evento muito bacana de participar. Você começa a entrar no clima já no estacionamento, porque é gente e cachorro descendo dos carros o tempo todo e o silêncio do ambiente é quebrado por muitos uivos e latidos.

 

Organização

Partindo para o quesito organização, achei o evento bem estruturado, e devo confessar que amei o kit. Foi o maior e melhor de todas as provas que fiz até hoje. E se você acha que só vem brindes para o pet, engana-se, veio preparo para bolo, granola, barrinha de cereal, suplemento vitamínico, bombons, além da camiseta, número de peito e chip.

SP Dog Run: uma corrida boa pra cachorro | Pets e Patas

 

Concentração

A concentração canina aconteceu no estacionamento aberto do shopping, e por lá tudo ficou muito bem organizado também, apesar dos amiguinhos de quatro patas não segurarem xixi nem coco, não vi pontos de dejetos acumulados. Além da equipe de limpeza disponibilizada pela organização, isso foi possível pela boa educação da maioria dos donos que levaram saquinhos para recolher as fezes dos cães.

 

Alguns detalhes

Pra mim, o maior problema foi a largada, fiquei bem na linha da frente e como os cachorros se assustam com o barulho da corneta, alguns correm para o lado, outros param e nessa hora dá um medo danado das pessoas pisarem no seu mascote ou de você pisar em algum doguinho. Eu honestamente sai correndo com a Cindy, mas logo percebi que até a muvuca passar, era mais prudente caminhar. Mesmo assim, durante o percurso, muitos cães param ou querem sair da pista e você tem que estar atento no seu cachorro e nos dos corredores ao redor.
A Cindy aguentou fazer os 2 quilômetros, mas vi muitos cães quebrarem (jargão de corrida para quem desiste) no meio do caminho, ou seja, é importante respeitar os limites do animal, por isso que os organizadores fazem a cãorrida e a cãominhada, para que todos tenham oportunidade de participar.

Em conversa com um dos organizadores da Sp Dog Run, Alessandro Zonzini da Sportsfuse, ele explicou que tudo é pensado para o bem-estar dos animais. “A ideia de cãorrida foi trazida para o Brasil pela Sportsfuse e isso aconteceu porque percebemos que existiam muitas cãominhadas, mas a maioria sem uma estrutura bacana. Em parceria com a Pet Party, empresa especialista em eventos para cães, pensamos em como montar uma boa estrutura. O pessoal do resgate veterinário ajudou a elaborar o regulamento e estudamos qual seria o melhor percurso, tudo pensando na saúde dos cães. Além da corrida, o legal do SP Dog Run é a arena com diversas atrações, dando a possibilidade de os dono se divertirem também. É mais diversão do que competição”, afirma Zonzini.

 

Bob e Marley, cães celebridades

Quem curte o universo canino já deve ter ouvido falar no Bob e Marley. Os cachorros da raça golden retriever que fazem sucesso no instagram estiveram na Dog Run para fazer a cãominhada e entregar os prêmios aos vencedores. Luiz Higa Júnior, o dono dos cães, disse que preferiu optar pela caminhada por ser mais tranquilo para conduzir a dupla. “É mais fácil pra mim, pois eles acabam me puxando, e na corrida isso poderia ser um problema”, brinca.

Luiz também ressaltou a importância de os donos proporcionarem aos seus pets uma rotina saudável. “Além de ser uma competição do bem, a Dog Run é um evento oportuno para mostrar aos donos o quanto é benéfico para os animais os passeios e as brincadeiras. Eu, por exemplo, durante a semana tento pelo menos levá-los ao parque perto de casa e aos fins de semana, quando tenho mais tempo, os levo para passear comigo em restaurantes e shoppings que possam entrar”, afirma.

SP Dog Run: uma corrida boa pra cachorro | Pets e Patas

 

Cães deficientes participaram da corrida

Assim como acontece nas provas para humanos, cães deficientes também puderam participar da corrida. Foi o caso da Feiosa – que de feia só tem o nome mesmo, porque ela é linda e uma doçura. Raphael Salvador, que adotou a Feiosa depois que uma empresa decidiu fechar o canil que a mantinha, conta que decidiu participar do evento com a cachorrinha por ela ser muito elétrica e, apesar de ter tido uma das patas traseiras amputada, levar uma vida normal. “É uma cachorra completamente feliz, conseguiu fazer os 2 quilômetros com muita facilidade”, pontuou Raphael.

SP Dog Run: uma corrida boa pra cachorro | Pets e Patas

 

assina colaborador

SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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