Talita Ramos

Por Talita Ramos
Foto: Banco de imagens

Alerta: pet também pode ter câncer de mama | Blog Pets e Patas

O câncer de mama atinge não só os seres humanos, mas também todos os mamíferos – o que levanta um alerta para quem tem bichos de estimação. Animais domésticos como cadelas, gatas e ratas/hamsters, são algumas das principais espécies afetadas pela doença. Alguns fatores de risco podem elevar as chances de um animal desenvolver o câncer como, por exemplo, o uso de meios contraceptivos (injeções de hormônio utilizadas para não engravidar, comumente utilizadas em cadelas e gatas não castradas).

Os principais sintomas da doença em animais são: dores, inchaço ou aumento das mamas; presença de secreções (cadelas que tem gravidez psicológica com frequência) e caroços na região mamária ou próximo a ela. Para identificar o problema é necessária uma palpação de toda a cadeia das mamas, que deve ser feita minuciosamente por um veterinário. A castração antes do primeiro cio pode diminuir as chances de desenvolvimento de tumores de mama em até 89% para cadelas e em 95% para gatas.

Os donos também podem averiguar se há sinais de nódulos em seus bichos. “No momento em que o animal estiver relaxado em casa, sempre que possível, deve-se aproveitar e investigar se há pequenas bolinhas (nódulos) ou algo anormal no animal”, afirma a médica veterinária Gisele Francine da Silva.

 

***Nota originalmente publicada na Revista Weekend 303

 

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Por Talita Ramos
Fotos: Banco de imagens

 

Vacinação pet em dia | Blog Pets e Patas

Quem tem bichinho de estimação em casa sabe que para a segurança e saúde, tanto do animal quanto da família, é importante manter a carteira de vacinação em dia. Mas ainda há pessoas que não se preocupam com essa necessidade. “Muita gente não se importa com a vacinação por pura desinformação e por pensar que o perigo para si próprio e para a sua família é somente a raiva. Outras não têm conhecimento de todas as vacinas disponíveis e qual a sua importância para a saúde e bem-estar animal. Ainda há a ocorrência de boatos de que a vacinação, ao contrário de proteger, faz o animal ficar doente. Talvez nós, médicos veterinários, também estejamos falhando em informar adequadamente o cliente que nos procura”, explica o médico veterinário, Amilcar Silva Júnior, da clínica Guaruvet, em Guarulhos.

 

Importância

Vacinar os animais de estimação em dia tem importância vital, protegendo-os de doenças graves e muitas vezes fatais. “A vacina provoca no organismo a criação de anticorpos, ou seja, o sistema imunológico irá produzir proteção contra a doença para a qual o animal foi vacinado. Cada vacina gera anticorpos com um determinado tempo de duração. Como se desenvolveu vacinas múltiplas contra várias doenças, foi estabelecido que no caso das vacinas conhecidas como V-8 e V-10, a garantia média da proteção conferida dure cerca de um ano, o mesmo acontece com a vacina contra a traqueobronquite infecciosa canina (conhecida como gripe canina), a vacina contra a giárdia e contra a raiva. Vale lembrar que a proteção contra a leptospirose (doença transmitida através da urina do rato) presente na V-8 e na V-10 não dura um ano; assim sendo, recomenda-se reforçar essa vacina seis meses após a primeira aplicação. Atrasar a vacinação implica deixar os animais desprotegidos contra essas doenças”, conta Amilcar.

 

Quem precisa

Não há no mercado vacinas para todos os animais, sejam domésticos ou exóticos. Então, é preciso tomar alguns cuidados. “Em relação aos animais de estimação que vivem domiciliados, as vacinas estão disponíveis apenas para os cães e os gatos. Outros animais, ditos exóticos, como os roedores, os répteis e anfíbios, também podem adoecer, inclusive com algumas enfermidades (de pele, oculares, respiratórias, etc) que podem acometer também os seres humanos, mas não há vacinas disponíveis para esses animais, exceto para os furões, que são vacinados contra a raiva e contra a cinomose, e os macacos, que podem receber a vacina antirrábica”, explica o médico.

 

Vacinação pet em dia | Blog Pets e Patas

 

Contaminação

Segundo Amilcar, um animal que esteja com as suas vacinas em dia e que tiver contato com um animal portador de doença infecto-contagiosa e sem vacina estará protegido. “O animal só corre risco caso tenha sido vacinado com vacinas de má qualidade, mal conservadas, manuseadas inadequadamente ou se o seu próprio sistema imunológico não tenha respondido com eficácia aos estímulos das vacinas e não tenha produzido anticorpos em nível protetor. Essas são as chamadas falhas vacinais. Por isso, é de fundamental importância que a vacinação seja feita por um médico veterinário. Doenças como a raiva, a leptospirose e a giardíase são zoonoses, ou seja, doenças que podem passar do animal para o ser humano. Assim, vacinar regularmente é uma proteção também para a família que acolhe o animal de estimação”.

 

Principais vacinas

As principais vacinas para os cães são: V-8 e V-10, que protegem contra cinomose, hepatite infecciosa canina, adenovirose tipo dois, parainfluenza, parvovirose, coronavirose e leptospirose; a vacina contra a traqueobronquite infecciosa canina (gripe); vacina contra a raiva e contra a giárdia. “Em áreas onde ocorrem casos de leptospirose com frequência, é fundamental a vacinação contra a leishmaniose. Cães com maior suscetibilidade a fungos podem ser também vacinados contra a dermatofitose,” afirma o veterinário.

 

Já para os gatos, as principais vacinas são: a quádrupla felina, que protege contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia e clamidiose; e a vacina contra a raiva. “Criadores e responsáveis por gatos que ficam na rua podem substituir a quádrupla pela quíntupla felina, que protege também contra a leucemia felina,” completa o veterinário.

 

Serviço:

Clínica Veterinária Guaruvet
Rua Cabo Antonio Pereira da Silva, 539, Jardim Tranquilidade.
Tel.: 2440-9787/ 97602-6902
guaruvet@gmail.com
www.veterinarioguarulhossp.com.br

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 94

 

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Por Talita Ramos
Fotos: Márcio Monteiro, arquivo pessoal
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Os pets também envelhecem | Pets e Patas

Para quem gosta de animais, ter um bicho de estimação é sempre sinônimo de alegria, companheirismo, amor incondicional, amizade e muita fofura. Afinal, o que é mais fofo do que um filhote?! Mas quando uma pessoa decide acolher um bichinho, antes de tudo, por mais que eles vivam menos do que os humanos, é preciso saber que ainda terão toda uma vida pela frente e que não são objetos descartáveis que ao ficarem velhos podem ser jogados fora ou deixados de lado.

Os animais precisam de muito carinho, dedicação, amor e cuidados, para que cheguem bem à terceira idade, etapa na qual a atenção precisa ser redobrada já que, independente da espécie, eles ficam mais sensíveis e frágeis devido à idade avançada. “As pessoas precisam saber que não basta oferecer ração e água para seus bichos de estimação. A ração tem que ser de boa qualidade e a indicada para cada idade e necessidade de seu animalzinho. E também é preciso promover atividades físicas adequadas para cada um, além de manter um ambiente saudável e sociável para eles, com uma rotina de exames e visitas regulares ao veterinário”, explica a médica veterinária Lara Fernanda da Silva Pires.

 

A idade

Muita gente ainda não sabe identificar a partir de quantos anos seu bichinho já está idoso. Mas segundo a médica, para cada espécie animal varia a idade que determina a entrada na maturidade. “Para os felinos, é a partir de 7 anos. Para os cães, a maturidade chega conforme o tamanho do animal; isto é, para cães considerados mini ou pequenos, começa por volta dos 7 anos; para os de médio porte, a partir de 6 anos; e para os grandes e gigantes, a partir de 4 anos”, afirma Lara.

Os pets também envelhecem | Pets e Patas“Com a Julie, minha poodle, pude perceber a idade chegar, porque depois dos 10 anos, os movimentos mudaram, ela ficou mais lenta, deixou de subir escadas, no sofá e na cama. Tudo era motivo de chorinho, porque eles ficam mais manhosos também. Percebia que ela dormia mais, comia menos. Mas nada assustador.

Já com a minha rottweiler de 12 anos, a Aika, foi diferente. Ela era muito forte, enorme e brava. O que me fez reparar nela como idosa foi o focinho ficando branco e o aparecimento de alguns tumores de pele, que são normais com a idade”, conta a jornalista Vivian Barbosa, que já teve três cães que chegaram à terceira idade.

 

Mudanças

Com o passar do tempo, os animais sofrem diversas mudanças em seu organismo. Surgem doenças da idade como: artrites, artroses, doenças orodentais, tártaro, doenças genito-urinárias, renais, hepáticas, cardiovasculares e neurológicas, além das neoplasias. O comportamento e a alimentação também mudam. “Os animais apresentam alterações na audição, na visão, mudanças no comportamento de micção e nos hábitos de higiene; mudanças na alimentação e no padrão de sono-vigília, descanso e atividade.

Essas alterações podem fazer com que o animal torne-se apático ou agressivo, mais ativo ou mais sonolento do que o normal. Ele pode começar a urinar em locais não habituais ou em situações inusitadas, por exemplo, na caminha onde dorme ou ao ser carregado, o que indica incontinência. Ficam menos limpos e, no caso dos gatos, a pelagem pode se tornar mais opaca e mais embaraçada. Podem ainda engordar ou emagrecer, dependendo do ritmo de vida que possuem e das doenças que acabam desenvolvendo”, explica a médica veterinária.

 

Alimentação
As exigências nutricionais também mudam com o tempo e com o aparecimento de algumas doenças. “Em animais mais velhos, há uma tendência à diminuição dos carboidratos e um aumento das fibras vegetais e proteínas. Porém, existem situações nas quais podem ocorrer alterações nesta dieta. Por exemplo, em animais com problemas renais crônicos, existe a necessidade de diminuição da proteína no alimento”, afirma Lara.

 

Vacinação
Em relação a vacinas, a médica explica que essas devem ser mantidas por toda a vida do animal, salvo em situações onde há ocorrência de doenças imunossupressoras, aquelas que atacam o sistema imunológico como, por exemplo, o câncer; e que pedem tratamentos que comprometem a imunização.

 

Banhos
A frequência dos banhos na terceira idade animal também muda. “Os animais idosos estão mais sensíveis a algumas situações que lhes causam estresse e o banho é considerado um desses fatores. Além disso, doenças nesta idade podem trazer dor na hora do banho, cansaço, alterações respiratórias e cardíacas; portanto, cabe ao veterinário determinar a frequência e a necessidade do banho em cada fase da vida do animal”, conta a médica veterinária.

 

Passeios
Para alguns animais, os passeios são essenciais, mas na terceira idade sua ocorrência também diminui. “O que acontece é que, por terem mais dificuldade de andar, os passeios tendem a ser mais curtos, tem que ter parada para fazer xixi, dar uma voltinha e tomar água”, explica Vivian. É válido lembrar que estas mudanças na vida do animal sempre terão que ser acompanhadas pelo veterinário responsável por seu tratamento.

 

A importância do afeto

Conforme o tempo passa e a convivência aumenta, o afeto entre os animais e seus tutores tende a se intensificar, o que é algo fundamental para melhorar a vida de ambas as partes. “Você percebe que ama mesmo seu animal quando ele mais depende de você. Com a Julie foi assim. Ela era meu ‘grudinho’. Foram 16 anos de companheirismo. Então, quando era preciso acordar de madrugada para colocá-la na minha cama, levar para passear no colo porque ela estava cansada, descer as escadas só para buscá-la porque ela queria estar comigo, dar remédio a cada 12 horas por seis anos, não foi nada perto do amor que ela sempre teve por mim e pela minha família. Ela dormia comigo, me esperava no banho, pedia colo, fazia graça quando eu estava triste. Não tem como não retribuir com cuidados e amor”, conta Vivian.

Os pets também envelhecem | Pets e PatasA nutricionista Erika Borges, que conviveu com uma chinchila por 13 anos, acredita que a ligação afetiva que tinha com seu animal foi fundamental para sua longevidade. “Sinceramente, acho que todo o cuidado que tivemos ao longo da vida da Leka a ajudou a atingir a terceira idade. Sabíamos que ela não podia se molhar, que não podia ficar perto de nada eletrônico, nem de fios, para não roer; como deveria ser a alimentação, que mesmo ela adorando cobertas depois de velhinha, chinchilas são bichos acostumados com temperaturas frias e ela tinha um ventilador só dela nos dias de calor, entre outras coisas.

Como ela ficou mais ‘carinhosa’ com a idade, ficamos mais ligadas ao ponto de cochilarmos juntas debaixo da coberta e ela resmungar toda vez que eu a tirava forçadamente da minha cama. Mesmo velhinha, fazia festa quando nos via”, relembra Erika, saudosa.

 

Prevenção

Além de todos os cuidados ao longo da vida dos bichinhos, é válido investir na prevenção dos problemas de saúde. “Existe a tendência atual de serem realizados exames de rotina (check-up) a partir dos 5-7 anos nos nossos bichinhos, para diagnosticarmos precocemente doenças da maturidade. Com essa prática, conseguimos promover uma melhora significativa na qualidade de vida dos nossos animais, evitando consequências desagradáveis e dolorosas, tanto para nossos pets como para nós. Precisamos alterar nossa cultura e valorizar os nossos animais idosos, tratá-los melhor e principalmente não abandoná-los nessa fase tão especial e ao mesmo tempo tão complicada. Eles são como os seres humanos idosos: merecem nosso respeito, nosso cuidado e nosso amor”, explica Lara.

 

A questão da eutanásia

Os pets também envelhecem | Pets e PatasA eutanásia é algo muito discutido entre pessoas que têm bichos de estimação idosos. “É indicada como um tratamento definitivo de uma situação na qual o animal sofre com dor e com uma doença que não tem cura. Nem sempre é fácil para os proprietários encararem esse procedimento com serenidade, pois muitos acreditam que estão ‘matando’ um ente querido.

Vale ainda ressaltar que a eutanásia nunca deve ser tomada como uma medida para “se livrar de um problema”, como não ter mais paciência ou dinheiro para cuidar do pet, ou ainda usar como desculpa o fato do animal já estar velho e não ter mais espaço suficiente, ou estar incomodando alguém”, conta a médica veterinária.

O designer gráfico Douglas Caetano, que vivia com um gato há 20 anos, se diz a favor do procedimento. “De uns tempos pra cá, meu gato teve catarata e no último mês ficou internado com problemas renais, o que foi um choque para toda a família. Ficamos muito abalados; porém, além da dor da perda, fica a dor do animal que passou tanto tempo fazendo companhia e chegou à velhice sem poder dizer se sente dores, onde dói ou se não está legal. No caso da eutanásia, eu sou completamente a favor, pois em hipótese alguma quero ver meu bichinho sofrer só para tê-lo ao meu lado. Se chegou a hora dele, eu respeitarei o que é da natureza e o momento dele”, conta Douglas.

O que fica

Despedir-se é sempre difícil, mas depois de viver toda uma vida ao lado de animais que também podem ser chamados de amigos, o sentimento que fica é de uma eterna gratidão. “O tempo passou e o que eu sinto não mudou nada. Lembro-me dela todos os dias, com carinho e amor. A dor da perda passa, mas tudo que vivi com ela nesses 16 anos, não. Posso ter outros mil cachorros e vou amar e cuidar do mesmo jeito. Mas com certeza vou contar as histórias da minha Julie para os meus netos”, finaliza Vivian.

 

Serviço:

Clínica Veterinária Guarulhos
2464-0930

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Weekend 267

 

assina colaborador

SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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