Mundo animal

Fotos: Pet Photos

Fotografia de Pet

 

Hoje em dia, todo mundo que possui um celular com câmera pode dar uma de “fotógrafo”, registrando momentos que merecem ser eternizados. Mas quando a proposta é fotografar animais de estimação, essa tarefa pode não ser assim tão fácil, resultando em imagens tremidas ou com o bichinho olhando para outro lugar.

Fotografia de PetPara não errar nas fotos, a fotógrafa Elayne Massaini, diretora da Pet Photos explica que algumas técnicas são infalíveis para o sucesso dessa empreitada. “Usar barulhos, objetos e frases específicas atraem os animais para o clique. Mas é preciso ter paciência de sobra para aguardar o melhor momento deles”.

​Além disso, outra dica é o movimento. Ao invés de chamar o pet, vá até ele e registre diversos momentos de seu comportamento natural. E que tal mostrar a personalidade do seu melhor amigo? Foque em cenas que mostrem o quanto ele é brincalhão, fofo ou preguiçoso.

​A última dica une luminosidade e posição: abaixe-se e fique na altura do seu animal para pegar os melhores ângulos e prefira sempre a luz natural, refletida da janela ou ao ar-livre.

Procurando outras dicas? Confira mais no site da Pet Photos

 

Fotografia de Pet

 

Assina cris

Foto: divulgação


*Por Carol Zerbato, ativista pró-animais, fundadora da agência de comunicação Ô de Patas e criadora da Cachorra Carol, personagem ilustrada que, por por meio de quadrinhos fala sobre a relação do homem com o animal, adoção, abuso de animais e outros assuntos.

Carol Zerbato, ativista pró-animais

 

Matthew McConaughey, vencedor do Oscar por sua atuação em “Clube de Compras Dallas”, emagreceu quase 20 quilos para incorporar seu personagem.

Para interpretar uma serial killer em “Monster: Desejo Assassino”, Charlize Theron engordou, pintou as sobrancelhas, usou lentes de contato e dentes postiços, e colocou próteses no rosto – esforços que lhe renderam o Oscar de melhor atriz.

Jared Leto já fez dietas surreais pela indústria hollywoodiana: engordou mais de 30 quilos para interpretar o assassino de John Lennon e emagreceu até os quase 50 quilos para seu personagem em “Clube de Compras Dallas”, pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante.

Fora os atores que já dispensaram dublês, correram riscos ou até se machucaram para garantir a impecabilidade de uma cena.

Afinal, vale tudo em nome da arte, não é?

Depende.

Se a escolha for sacrificar o próprio bem-estar, como nos casos acima, talvez.

Se a escolha for sacrificar o bem-estar do outro, como no caso do cão Hércules, forçado a entrar numa piscina com forte correnteza durante as filmagens de “Quatro Vidas de um Cachorro”, mesmo estando incontestavelmente apavorado, não.

Não só porque é cruel, não só porque é errado, não só porque é inadmissível. Simplesmente, porque Hércules não escolheu passar por aquilo.

Assim como o tigre King também não escolheu quase morrer afogado nos bastidores de “As Aventuras de Pi”.

Assim como a orca Keiko não escolheu estrelar o clássico “Free Willy”.

Assim como os cinco golfinhos que interpretavam “Flipper” no famoso seriado da década de 1960 não escolheram trocar a liberdade de casa por um tanque de cinco minutos de fama.

Até existe uma organização nos EUA – a AHA (American Humane Association) – que deveria fiscalizar e garantir o bem-estar dos animais nessas produções. O problema é que a ONG, responsável por emitir o certificado “No animals were harmed”, já esteve sob suspeita de encobrir diversos casos de maus-tratos em Hollywood, como o próprio incidente com King no longa de Ang Lee.

Sem contar que, principalmente os animais selvagens, além de não terem escolhido os holofotes dos sets de filmes publicitários, longas, curtas e séries, também não escolheram sofrer os abusos psicológicos – e, em alguns casos, até físicos – causados pelo cativeiro a que são submetidos para o treinamento.

Certa vez, um chefe incrível que tive me ensinou: quando escrever um artigo, nunca aponte um problema sem apontar uma solução.

Colocando em prática o que aprendi, regras mais rígidas, punições mais severas e instituições que fiscalizassem de verdade o que hoje fingem fiscalizar já seria um adianto e tanto para evitar que animais sejam explorados indiscriminadamente pela indústria cinematográfica e publicitária – não só americana, mas mundial, porque isso acontece com mais frequência do que se imagina, em diversas partes do mundo, inclusive por aqui, no Brasil.

Além do que, hoje, com os recursos de animação avançadíssimos disponíveis, seria ainda mais fácil regularizar e proibir participações animais em produções que possam violar o bem-estar dos bichos.

No entanto, a solução mais eficaz – e, ao mesmo tempo, mais complicada e mais distante – seria uma mudança hierárquica de consciência: que direito temos nós, humanos, de obrigar um cachorro a entrar numa correnteza ou de tirar uma orca da natureza para fazer piruetas?

Assim, para o treinador e para todos os coniventes com os casos do cão Hércules, do tigre King, da orca Keiko e dos golfinhos Flipper, que acreditaram, por algum momento, que vale qualquer sacrifício em nome da arte, a réplica seria simples:

Fale por você. Não por eles.

 

assina redação

Foto: divulgação

Carol Zerbato | Blog Pets e Patas*Por Carol Zerbato, ativista pró-animais, fundadora da agência de comunicação Ô de Patas e criadora da Cachorra Carol, personagem ilustrada que, por por meio de quadrinhos fala sobre a relação do homem com o animal, adoção, abuso de animais e outros assuntos.

 

Por que você não ajuda uma criança?

É a pergunta mais ouvida por quem escolheu dedicar tempo para ajudar os animais.

A resposta pode parecer simples, mas, acredite: em tempos de Donald Trump eleito para governar a maior economia do mundo, nada é tão óbvio quanto parece. Nem coerente.

Você, que julga a minha causa, cumprimenta a recepcionista do prédio onde você trabalha quando passa por ela todos os dias?

Porque eu, que ajudo os animais, jogo beijos para a recepcionista todos os dias – e quem me conhece sabe bem que é verdade.

Você, que julga a minha causa, diz bom dia para os seus colegas de trabalho?

Porque eu, que ajudo os animais, mantenho esse hábito diário.

Você, que julga minha causa, agradece quando um desconhecido segura a porta do elevador?

Porque eu, que ajudo os animais, faço isso sempre.

Deixemos o cotidiano de lado e vamos à luta. Propriamente dita.

Quando você, que pergunta por que eu não ajudo uma criança, vê uma em um semáforo sendo explorada por seus tutores, você denuncia?

Porque eu, que sou julgada por você, sempre que presencio a venda ilegal de filhotes em via pública, fico pendurada por uma hora no telefone e denuncio.

Quando você, que pergunta por que eu não ajudo uma criança, vai comprar um acessório de moda, se preocupa se aquele produto provém do trabalho escravo infantil?

Porque eu, que sou julgada por você, quando vou comprar um cosmético, me preocupo em ler o rótulo para saber se aquele produto foi ou não testado em animais.

Quando você, que pergunta por que eu não ajudo uma criança, é abordado por uma desconhecida que pede um lanche, você paga sem pensar ou para para pensar?

Porque eu, que sou julgada por você, não penso se um cão, um gato ou uma orca merece ou não a minha luta.

Antes de apontar o dedo para minha luta, repense como você lida com a sua.

A propósito, ao invés de investir seu tempo em julgar a minha causa…

Por que você não ajuda uma criança?

 

assina redação

SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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