Comportamento animal

Quem nunca desconfiou que seu bichinho de estimação só falta falar?

 

Por Talita Ramos
Fotos: Anne Barbosa e banco de imagens

 

Inteligência animal: Sim, eles nos entendem | Blog Pets e Patas

Não é à toa que os cães são considerados como os melhores amigos do homem. A ciência comprovou aquilo que todo mundo que tem bichos de estimação já sabia: eles compreendem nossos sentimentos. Um estudo, realizado por pesquisadores húngaros, mostrou que os cães podem distinguir emoções. Para isso, 11 deles foram submetidos a uma ressonância magnética, que pôde escanear seus cérebros enquanto ouviam sons como risada, choro e até latido de outros cães. O teste, que foi repetido em 22 humanos, mostrou que o mesmo lado, uma área perto do córtex auditivo, região responsável por processar informações emocionais na voz, é acionado tanto em cães como em pessoas, quando submetidos a sons.

Ainda uma pesquisa da Emory University, nos Estados Unidos, provou que cérebro de cães processam emoções de modo similar ao cérebro de seus tutores. Conclusão: as pesquisas indicam que os cães apresentam um nível de consciência similar ao de uma criança. “Isso mostra que os animais têm afeto, compaixão. Eles entendem recompensas, como um petisco, por exemplo. Mostra também que sentem amor pelo seu dono. Possivelmente, o leque de emoções que um cão pode sentir é maior do que se imaginava há alguns anos atrás,” explica Fernanda Nestares Lipari, médica veterinária do Petz, antigo Pet Center Marginal.

 

Inteligência animal: Sim, eles nos entendem | Blog Pets e Patas

 

Quanto aos outros bichos de estimação, não há estudos que comprovam sua capacidade emocional. “Não temos um estudo científico como foi feito com os cães, mapeando cérebro de felinos e aves, mas acredito que eles também tenham emoções e sentimentos de afeto para com seus donos. Pessoas que têm esses animais de estimação relatam frequentemente, no consultório, atos carinhosos e de afeto, mostrando que os animais amam seus donos,” conta a médica.

 

Atenção

Você sabia que seu humor pode afetar o comportamento de seu bicho de estimação? “Quando um indivíduo está mal-humorado, ele agrada menos o seu animal de estimação, não o leva para passear e não brinca. Possivelmente, a atenção que é dada normalmente muda e eles sentem isso, da mesma forma que eles sentem quando mudamos o tom de voz, brigando por eles terem feito algo errado. Percebo também que animais que vivem em casas onde existe muita briga e gritos tendem a ser mais estressados”, afirma Fernanda.

 

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Sentimento ou instinto?

Animais muito apegados aos seus donos sentem a mudança de comportamento deles e percebem inclusive quando a pessoa está doente. “Alguns animais têm o olfato muito aguçado. O cheiro de uma pessoa doente deve fazer diferença para eles, assim como o som de um choro ou lágrimas no rosto fazem com que percebam que há algo errado”, comenta.

 

Estresse

Alguns animais apresentam um comportamento agressivo, como cães que latem demais ou lambem suas patas de modo compulsivo até fazerem feridas, ou ainda os que comem as próprias fezes. Esses problemas podem ser causados por alterações comportamentais e estresse. “Para resolver esse tipo de problema, existem diversas alternativas como a contratação de um adestrador, passear mais vezes ao dia com o animal, tentar deixá-lo o menor tempo possível sozinho e até tratamento com antidepressivos. O ideal é conversar com um médico veterinário e juntos tentarem descobrir qual o provável problema do animal e eleger a melhor terapia. Além disso, é importante dar muita atenção, carinho e amor. Não podemos esquecer que os animais de estimação são seres vivos e necessitam de cuidados com sua saúde”, explica a veterinária Fernanda.

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 88

 

assina colaborador

Imagens: Zupi

 

Com certeza você já parou pra pensar o que seu pet faz enquanto fica sozinho em casa, certo?! Inclusive, o tema é tão frequente na mente dos donos que vai ganhar os cinemas com a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, da Illumination Entertainment, responsável pelos sucessos “Meu Malvado Favorito” e “Minions”.

Mas, se você não aguenta esperar até o segundo semestre de 2016, previsão de lançamento do filme, o Pets & Patas te dá uma dica com a divertida série “Home alone cat”, da ilustradora Landysh Akhmetzyanova.

Pronto para conferir o que seu gato faz quando você não está? Confira:

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele checa o histórico do meu navegador web

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele esconde coisas

 

 Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele decide redecorar o apartamento

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele pede comida e assiste o Animal Planet

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele experimenta minhas roupas

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele relaxa no silêncio conquistado

 

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Ele come toda a comida

 

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Ele convida sua namorada

 

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Ele faz uma festa de arromba

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele cria um plano ardiloso para que eu troque a velha mobília

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

Ele se exercita correndo pelo apartamento

 

Coisas que seu gato faz quando está sozinho | Blog Pets e Patas

 

E aí, desconfia que seu gato também faz algumas dessas façanhas? Conta pra gente!

 

*** Tradução livre feita pela Equipe P&P

 

assina redação

Por Talita Ramos
Fotos: banco de imagens

 

Quando adestrar o pet é necessário | Pets e Patas

Quem vive com um animal de estimação em casa sabe que muitas vezes é preciso adestrá-lo por causa de seu comportamento, para que esse possa viver em harmonia com as pessoas e outros animais no mesmo ambiente, algo que não fica restrito apenas a cães e gatos, como muitos imaginam. “Basicamente, todos os animais são condicionados por meio de alimentos; mas os domésticos, por estarem mais próximos do ser humano, criam vínculo maior. Com isso, é mais fácil lidar com eles, mas sempre respeitando a natureza do animal.

O processo de adestramento consiste em proporcionar equilíbrio na relação entre o homem e o animal. Existem várias metodologias para isso. A que eu se pratico baseia na comunicação humana”, explica o especialista em comportamento animal André Francisco Rosa. “Adestrar um animal é educá-lo a conviver em harmonia com pessoas e outros bichos, bem como ensinar funções específicas, como trabalho, guarda ou esportes caninos”, conta o zootecnista Renato Zaneti.

Quando adestrar o pet é necessário | Pets e Patas

O auxílio de um adestrador profissional é necessário em casos específicos de educação animal, mas o que leva a essa necessidade são vários fatores. “Geralmente é a queixa dos donos em relação a um comportamento específico do animal que faz com que ele seja adestrado. Em todo comportamento existe uma intenção positiva para quem o faz. No caso do cão, por exemplo, se ele late muito ou urina em lugar inapropriado, sempre há uma comunicação ali. O meu trabalho consiste em mostrar para o dono o ponto de vista do animal.

Por exemplo, quando o cão está latindo muito, ele está comunicando: ‘eu preciso passear e preciso fazer atividades’, como correr, brincar, deitar, sentar; e quando ele faz suas necessidades em lugar inapropriado, como no meio da sala, significa que ele está com muita liberdade e está pedindo direcionamento. Então, ele mostra para o dono como ele pode solucionar o problema”, conta André. Segundo o especialista, o adestramento deve começar a partir do dia em que o bichinho chega à sua nova moradia, independente da idade.

 

Quando nem o adestramento resolve

Existem casos em que nem o adestramento resolve o problema comportamental que determinado animal pode apresentar. “Isso ocorre quando os donos projetam suas emoções, dores e traumas no animal, criando uma barreira para que o cão aprenda o novo. Os cães pedem para ser tratados como cães. Se você o trata como ser humano, ele perde a identidade e não sabe mais o que ele é”, explica André.

 

Trabalho em equipe

Quando adestrar o pet é necessário | Pets e PatasO adestramento em si é um trabalho tanto do adestrador quanto do tutor do animal a ser educado. “O adestrador transfere as técnicas e seu conhecimento ao tutor. O tutor pratica e se responsabiliza pelo resultado”, explica Renato Zaneti. “O importante é a participação do tutor, o resultado bom ou ruim não é responsabilidade somente do adestrador. Minha dica é o trabalho em equipe entre tutor, cão e adestrador, para o equilíbrio e bem-estar da relação”, completa.

Segundo André, o processo de educação e adestramento é feito de forma empática. “Se você quiser se relacionar melhor com seu animal, saia do seu mundo por alguns instantes e entre no dele. Desta forma, você sempre irá aprender como conduzir seu peludo sendo assertivo e flexível, e tendo consciência do todo”, finaliza André.

 

Cuidados

Confira algumas dicas fáceis de como cuidar do seu bicho de estimação por conta própria:

– Em vez de dizer o que você não quer que o animal faça, diga o que você quer que ele faça;
– Quando o animal obedecer a um comando corretamente, dê os parabéns e um agrado;
– Organize sua casa para receber o animal, crie um espaço para ele sentir-se seguro;
– Nunca bata no animal: isso pode causar graves lesões e deixá-lo extremamente agressivo;
– Ao passear de carro com o seu bichinho, procure colocá-lo em uma caixa de transporte, por motivos de segurança.

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 95

 

assina colaborador

SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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