Xiii, pegou a história já começada? Confira aqui a Parte 1!

 

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Fido Dido: meu primeiro cachorro

 

Não sei se foi naquele 6 de maio de 2012 mesmo ou no dia seguinte que sugeri que o nome dele fosse Fido Dido. A ideia veio de uma história que marido contava desde o começo do nosso namoro: quando ele era pequeno, tinha um boneco do Fido Dido (mascote da marca de roupas homônima, muito comum na década de 80), que foi comido aos poucos pelo Pepê (poodle que virou estrelinha em 2015), seu primeiro cachorro.

As primeiras semanas foram mais caóticas. Muito xixi fora do lugar e a casa uma zona, porque o pequeno não alcançava o sofá, então deixávamos todas as almofadas no chão para ele poder subir. Tinha muita mordida com dentinhos afiados também, mas chegar em casa e ter ele lá, esperando pela gente, tornou esse momento um imenso prazer. Cabeçudinho, barrigudinho, vesgo (rs), bagunceiro e muito agitado, o pequeno era uma graça.

Mas, conforme ele crescia, a realidade foi batendo na porta. Primeiro, foram as vacinas, que me fizeram pensar bem na responsabilidade financeira que havíamos assumido. Ter um cãozinho é caro, gente. A manutenção do veterinário é algo que despende bastante dinheiro, principalmente para um recém casal, que começava a viver agora uma vida adulta, com contas e aluguel pra pagar.

Depois, veio a responsabilidade em si. Com família e amigos em Guarulhos, nunca mais conseguimos ir os dois juntos pra lá, em um final de semana. Um sempre tinha que ficar para cuidar do dog. E, por final, e a parte mais difícil de todas: começaram as destruições.

Fido Dido sempre foi muito brincalhão, companheiro e suuuper carinhoso (ele dá abraço, com os bracinhos em nosso pescoço, gente ♥), porém, sozinho no apê, ele arranjava o que fazer. Então, antes de sair, eu tirava tudo da sala e da cozinha para minimizar os estragos. Ele começou com coisas pequenas: uma peça de roupa minha, fone de ouvido do pai dele, pen-drive… Mas depois chegou nas almofadas (encosto) do sofá.

Walter chegava em casa primeiro e encontrava a casa com espuma espalhada pela sala, todos os dias. Uma vibe meio “Let it go”. Alguns zíperes, ele estragou; outros, abriu (isso mesmo, gente: abriu, sem nem sequer estragar). Tentei de tudo para ele parar com isso: pimenta, spray bit-stop (um treco tão ruim que sentia o gosto na boca por horas depois de aplicar)… mas não adiantou. Como as almofadas eram removíveis, tiramos elas do sofá e aí foi o começo do fim. :'(

Sem as almofadas, ele cavou o sofá e, aos poucos, fez um buraquinho. Pronto, a partir dali a coisa só piorou: ele começou a destruir o sofá, cada dia mais. Eu quando chegava e via, ficava muito triste e brava e, às vezes, batia nele (de leve, tá, gente. Mas sei que essa não é a melhor forma de educar, afinal, ele nem conseguia relacionar a arte feita horas antes à minha punição).

 
Confira mais fotos abaixo:

 

Com isso, o Walter começou a acobertar as artes para que eu não brigasse com o Fido e isso foi virando uma bola de neve. Em poucos meses, ele A-C-A-B-O-U com o sofá. E, no momento que começamos a ver madeira no cocô e grampos ficando aparentes na estrutura, já bem estragada, decidimos dar um fim no móvel. Não era o bem material, mas a sujeira, a bagunça e, principalmente, o medo daquilo fazer mal para o cachorrinho. No mês que minha mãe e meu padrasto (sim, foi um presente) pagaram a última prestação do sofá vermelho, enorme e de canto, que nós havíamos escolhidos, ele foi para o lixo.

Sem sofá o problema estaria resolvido, né? Ledo engano. O encosto do móvel havia chegado com um parafusinho pra fora e isso, no contato, fez uma ranhura na parede. Sem a peça e totalmente exposta, a ranhura foi descoberta pelo Fido Dido e ele começou a cavar a parede até virar um buraco enorme. Os buraquinhos perto do rodapé, feitos para segurar o fio da Net também viraram “locais de escavação” do cachorro. Isso sem contar o fio da internet, que ele comia semana, sim; outra, também. Os caras da Net batiam cartão no apê. E, dia após dia, víamos o cachorro acabar com o apartamento alugado.

Nessa época, nossa cabeça era um misto de amor, raiva, arrependimento e vontade de levar o cachorro de volta. Essa hipótese foi bastante pensada por mim (e não tenho o mínimo orgulho disso, só tristeza, confesso), mas a tal vizinha disse não ter como pegar ele de volta seis, sete meses depois da adoção. Ah, e o casamento também sofreu (e muito) com isso. Porque era muito difícil lidar com tudo aquilo e ficar sem um sofá na sala também era péssimo. Tentamos fazer passeios diários, para ele gastar a energia, mas não tínhamos pique para isso; afinal, trabalhávamos o dia todo. Cheguei a comprar floral e colocar na água dele e no ambiente. Enchemos a casa de brinquedos, mas não adiantou. Pensamos também em um adestrador, mas, definitivamente, não tínhamos grana para aquilo.

Cansada daquela zona toda na sala, decidi trancá-lo na cozinha, um corredorzinho, diga-se de passagem, ao sair. No primeiro dia, foi ok. No segundo, ele cavou a gaveta do móvel planejado do apartamento… Quase tive um treco! Acabou voltando para a sala e para os buracos. Lembro que era uma época de muita, muita tristeza, mas ficava mais triste com aquela sensação de que estava fazendo/dando tudo errado. Eu já amava aquele cachorro e não queria perdê-lo, não queria que ele fosse infeliz ou sofresse, mas a situação estava ficando insustentável, então era um misto de emoções.

O tempo passou e, com um pouco mais idade, ele começou a apresentar uma leve (beeeeem leve) melhora. Porém, o final do ano chegou e, com o recesso, fomos para Guarulhos, com mala, cuia, cachorro e hamster, no carro da minha tia. Nessas 2 semanas, Fido Dido ficou na casa da minha sogra, com Amendoim, Pepê ( o começo foi meio tenso mas depois fizeram amizade), a gente e o povo de lá. Minha sogra chegou a brincar, algumas vezes, para nem levarmos ele embora, deixar ele lá com ela e aquilo me irritou e me machucou tanto, que nem quero lembrar.

2013 começou e voltamos pro apê do Jabaquara, porém aqueles dias com a companhia de muita gente e os outros pets fez retroceder toda e qualquer melhora do Fido. Sozinho no apê de novo, ele começou a causar mais que antes. Poucos dias depois, Walter tirou férias e voltou para Guarulhos com ele para sua castração.

 

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Quer saber como essa história termina? Confira a parte 3!

 

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SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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