Doação

Fotos: Edu Leporo e Marcelo Santos

Fotógrafo pet e corporativo, em seu próprio estúdio e no Daylight Produções Fotográficas, José Eduardo Leporo Pereira, 43, é apaixonado por animais e foi por meio dessa paixão que ele criou o projeto Moradores de rua e seus cães (MRSC): uma inquietude, um questionamento sobre a vida desses bichos que tornou-se projeto fotográfico, livro e ação social.

Edu Leporo e o projeto Moradores de rua e seus cães (MRSC)Edu Leporo, como é conhecido no mundo da fotografia, nasceu e cresceu em Guarulhos. “Por 20 anos vivi no Picanço, depois fui pra Vila Augusta e também pro Cocaia. Hoje, até pela demanda da profissão, moro na capital paulista”. Apaixonado por fotos, desde sempre, ele conta que era o fotógrafo oficial da família e, mesmo não sendo da área, lia e se informava sobre. “Ganhei uma bolsa de 50% na faculdade e fui fazer direito. Cheguei até o último semestre na FIG, mas não era o que queria. Há uns 6 anos, decidi que seria fotógrafo profissional. Na época, trabalhava numa produtora de vídeo e dentre as produções que fazia, também mexia com foto, o que aguçou ainda mais a minha vontade. Saindo de lá, fui trabalhar como encarregado de obras da Prefeitura de São Paulo e aquilo era sufocante. Foi quando comecei a estudar fotografia. Vendi meu carro, juntei dinheiro e comecei a comprar equipamento. Pedi demissão e encarei essa nova fase”, explica ele, que afirma que o grande apoio recebido da esposa foi fundamental para o sucesso da nova empreitada.

Começou fotografando eventos sociais, como aniversários e festas de amigos, além de ensaios de estúdio. Mas, foi em uma paixão de infância que ele se encontrou na profissão. “Quando era criança, lembro que minha avó Innocencia tinha uns 8, 10 cachorros em casa e sempre tinha um lugarzinho para um novo amigo. Foi ela que me ensinou, desde cedo, a importância de se ter e amar um cão. E eu pensei: por que não aliar a fotografia com o segmento pet? Atualmente, ainda são poucos os especialistas nisso. Imagina antes? Aí eu fui ser fotógrafo de pets”. Para isso, ele fez cursos, estudo e se especializou e, hoje, até ensina a técnica na cidade e em outros estados, como Blumenau, em Santa Catarina.

 

Desafios da fotografia pet

Sempre que vai começar uma nova turma, o fotógrafo pergunta se seus alunos gostam mesmo de animais. Se a resposta demorar a chegar, ele já sabe que aquilo não será para eles. “Tem que gostar de verdade, já que seu modelo vai te lamber e até fazer xixi e coco em seu estúdio. E eles têm a vontade deles. Um ensaio pet dura no máximo uns 40 minutos, e isso já é muito. É necessário estudar um pouco o animal e seu comportamento e além de todo o conhecimento, tem muito do dia a dia. Cada bicho é um bicho e você vai aprendendo com isso”, fala ele, que ministra, inclusive, cursos para donos de pets que gostam de clicar seus bichinhos de estimação.

 

O projeto fotográfico e como tudo começou

Fazendo ensaio de pet em estúdio, com peludos fofinhos, cheirosos e de banho tomado, Edu começou a se questionar sobre a vida dos animais que vivem nas ruas e foi ali que um novo projeto surgiu. “O cão é sempre companheiro, seja do dono rico, com uma boa casa, ou um simples morador de rua e sua carroça, e eu queria sempre saber como era a vida deles, na rua. Num dia comum, peguei a câmera e saí. Vinha passando pela Paulista, depois de fazer um trabalho, e encontrei o casal Neto e Shirley, com três cães, um deles sem o movimento nas patinhas de trás. Ele me explicou que eles viviam de esmolas e recicláveis e revertiam boa parte do que ganhavam para os bichos”. Sem grandes pretensões, ele postou a história no Facebook e começaram a vir pedidos e indicações de outros relatos. “Fui retratando tudo e, depois de 4 anos de pesquisas e 30 histórias contadas, recebi o convite da Startando, uma plataforma de crowdfunding, pra gente lançar isso em livro. Assim surgiu o “Moradores de rua e seus cães”. Depois de tudo isso, eu, minha esposa e alguns amigos ficamos pensando uma forma de ajudar essas pessoas e começamos a receber doações. Juntamos um grupo de 14 pessoas, todos voluntárias e, mensalmente ou a cada dois meses, vamos pra rua”.

 

Do livro ao social

Em pouco tempo, a iniciativa, que começou pequena, foi ganhando grandes proporções. “Com o apoio da Prefeitura de São Paulo, da subprefeitura e da ONG Viva ZN, conseguimos espaço em praças ou cantos da cidade. A primeira grande organização foi em agosto, na Praça Princesa Isabel. Lá juntamos a Kombosa Solidária, que serviu 300 lanches e cafés da manhã, o pessoal do Mini Gentilezas mandou 350 kits de higiene pessoal e distribuímos três mil peças de roupas e calçados. Pros pets, a ração foi fornecida pela Baw Waw, os carrapaticidas pela Bayer, as vacinas antirrábica e V10 pela Biovet Pet e as guias pela Zee.Dog”. Na ocasião, eles ainda agregaram banho e tosa, com a Simpaticão Petmóvel. “Conseguimos lavar 16 cães. Tinha pet de oito anos, que nunca havia tomado um banho. […] Nem só de ração vive o cão, então a gente procura o bem-estar dele também. Eu milito de uma forma diferente, porque não resgato, não socorro, não sou protetor, mas não discrimino quem é. Deixo o lance de castração e resgate para quem sabe e gosta. Existe ONG pra tudo e eu escolhi um caminho diferente. Lógico que no evento também chegam pessoas que não têm cães e a gente não nega ajuda, mas o foco é a dupla morador e cachorro de rua”.

Para o futuro, novidades virão e, com o livro e as exposições fotográficas, que já aconteceram no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), vários shoppings e até cidades do nordeste, Edu espera atrair ainda mais olhares. “Nosso plano é viajar o Brasil inteiro. A ideia é que isso vire uma corrente que, por onde passe, gere vontade e um novo núcleo para a pessoa ajudar lá mesmo, onde mora. Desde que se faça a coisa corretinha, pode usar o nome do projeto, não tem problema”, finaliza.

 

Conheça o Edu:

eduleporofotografia.wordpress.com
www.facebook.com/eduleporofotografia
www.instagram.com/eduleporofotografia

Ajude o projeto:

www.facebook.com/moradoresderuaeseuscaes
www.instagram.com/moradoresderuaeseuscaes

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 119

 

Assina cris

Imagens: Divulgação

 

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É oficial, o Inverno chegou! E, apesar de viver uma situação muito triste sempre, é nessa época do ano que os animais abandonados sofrem mais. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que o Brasil tenha cerca de 30 milhões de gatos e cães que foram deixados por suas famílias.

Campanha Soninho Zen | Blog Pets e PatasPensando em ajudar esses bichinhos, o e-commerce Zen Animal criou a campanha Soninho Zen, iniciativa que doa mantas de frio de fabricação própria para ONGs de diferentes lugares do país.

Ela funciona da seguinte maneira:, na compra de uma Manta Soninho Zen, a empresa doa outra igual para uma das três organizações participantes, sem nenhum valor a mais para o consumidor, que paga apenas o produto e frete que escolheu.

Ao finalizar a compra, é possível escolher quem receberá a doação, a Associação Quatro Patinhas (RJ), a ONG Patas Dadas (RS) ou o Projeto Segunda Chance (SP).

“As ONGs tentam ajudar os animais abandonados, principalmente tratando da saúde deles e os colocando para adoção, mas eles possuem recursos limitados. Sempre tive o sonho de fazer algo, como não tenho a possibilidade de resgatar, resolvi me mobilizar de outra forma. Nosso projeto pretende amparar os animais e incentivar as pessoas a fazerem parte de ações como essa”, conta Karen Neves, proprietária do pet shop online e idealizadora da campanha.

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Que tal aquecer o seu pet em casa com uma manta novinha e também ajudar um bichinho que ainda não encontrou uma família? Confira os produtos participantes no link!

 

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SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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