Saúde e Bem-Estar

Imagens: Divulgação

Com a chegada da Páscoa, muitos tutores querem oferecer guloseimas para seus cães e gatos. Mas será que eles gostam ou podem consumir esses alimentos? A resposta é NÃO e os veterinários da Total Alimentos explicam o porquê:

 

Gatos comem doce?

Páscoa, pets e docesCientistas afirmam que, em geral, os felinos não se interessam por doces. “Os gatos, apesar de domesticados, continuam sendo carnívoros restritos e não consumem doces porque não têm capacidade de sentir esse sabor”, afirma a veterinária e coordenadora da comunicação científica da Equilíbrio, Bárbara Benitez.

De acordo com a revista Scientific American, a causa é um gene que os animais dessa espécie, inclusive leões e tigres, não têm: o Tas1r2, responsável por gerar proteínas que formam os receptores de doces na língua. Por isso, eles não percebem o sabor doce, como os humanos e outros mamíferos.

“Os tutores sabem que o olfato e o tato de seus gatos são mais apurados, mas talvez não saibam que o paladar dos bichanos é mais restrito. Saber disso ajuda até no manejo alimentar. O dono deve oferecer alimentos elaborados com fontes de proteínas de origem animal e evitar doces, que podem causar obesidade e diabetes”, orienta ela.

 

E os cães?

Páscoa, pets e doces

Se o consumo desregrado de açúcar pode causar malefícios ao ser humano, o mesmo ocorre com os cães. É o que explica o médico veterinário da Total Alimentos, Marcello Machado. “O açúcar pode trazer inúmeros problemas, principalmente obesidade e a rejeição futura de alimentos adequados para a saúde do animal”. Segundo ele, os tutores não devem oferecer doces em barras, sejam caseiros ou industrializados, e, principalmente, chocolates. “O chocolate é tóxico para cães e também gatos. A substância chamada teobromina, presente no cacau, pode causar intoxicações, vômitos e diarreia”, afirma.

 

Sabor doce

Mas os cães podem consumir doce? Sim, desde que ele venha de uma fonte natural. “Se o tutor pretende oferecer sabores adocicados para o animal, pode optar por frutas, como mamão e maçã, e vegetais, como cenoura e batata doce. Esses ingredientes, inclusive, já fazem parte da composição de algumas rações”.

 

Paladar dos cães

Não se engane, os cães possuem menos papilas gustativas do que o ser humano. Então, mesmo com “aquela cara de pidão”, seu melhor amigo não sente com tanta intensidade os sabores. “O homem tem 9 mil papilas gustativas, enquanto os cães têm, aproximadamente, 1.706”, finaliza o profissional.

 

assina redação

Fotos: Banco de imagens

Distraindo pets que ficam sozinhos em casa

 

Levar os filhos ao colégio, ir para o trabalho e fazer as compras da casa são apenas algumas das tarefas dos adultos. O excesso de demandas e o tempo curto fazem com que muitos donos de animais tenham que deixá-los mais tempo sozinhos.

A veterinária da Hercosul Alimentos, Esther Reinheimer, dá algumas dicas de como deixar o pet distraído e confortável nos dias corridos. “Com a vida moderna e a necessidade de correr atrás do tempo, os cães e gatos acabam mais sozinhos do que gostariam. Porém, algumas dicas podem fazer com que eles não sintam tanto a falta do dono”, diz.

Os problemas comportamentais desenvolvidos pela solidão são inúmeros e prevenir isso é responsabilidade do tutor, que deve garantir o bem-estar do bichinho. “A ansiedade pode ser motivo para uma série de atitudes indesejadas como xixi fora do lugar, latidos exagerados, arranhões nos móveis, falta de apetite, além de tristeza e depressão”, explica.

 

Curtiu o assunto? Tem mais post sobre isso por aqui:
– Cuidado Animal: pet sitter e dog walker
– 4 profissões para quem é apaixonado por pets
– Profissão cat sitter: Louca dos gatos

 

O primeiro passo é oferecer distração ao animal, visto que ele precisa gastar energia para ficar saudável. Um bom exemplo de brincadeira que dá certo é colocar petiscos em garrafas pets e fazer furinhos no plástico, conforme explica a especialista. “Fazer com que o pet tente pegar a comida brincando é uma forma divertida de passar o tempo e entretê-lo por algumas horas”, aconselha.

Distraindo pets que ficam sozinhos em casaOutra dica importante é espalhar os brinquedos pela casa, variando os objetos todos os dias. “Isso vai causar curiosidade e atrair o animal para a ‘caça’. Inserir itens novos também faz parte da estratégica”.

Meias, caixas de papelão, tocas e tudo mais que a criatividade inventar podem ajudar a distrair cães e gatos sozinhos em casa. “Eles não fazem questão de brinquedos caros ou cheios de tecnologia. Uma bola de meia, por exemplo, é um prato cheio para passar um bom tempo brincando, principalmente se alguns petiscos estiverem dentro do novo brinquedo”, conta.

Levar o animal para passear antes e depois é fundamental. “Se sair de casa às 8h da manhã, leve seu pet para um passeio e tente variar os trajetos. Ele vai ficar cansado nas primeiras horas e tirar uma soneca durante grande parte da manhã”, revela.
“Na hora da saída é muito importante que as despedidas não sejam extensas, evitando que os animais sintam mais ansiedade do que o habitual. Converse com o seu companheiro e diga que volta ao final do dia”.

Se for possível, mesmo que não seja todos os dias, contrate um dog walker para passear com seu cão ou uma cat sitter para visitar seu gatinho. “Esses profissionais não cobram caro e se dividir com mais vizinhos fica ainda mais em conta contratar o serviço. Os gatos ficam satisfeitos com uma visitinha no meio da tarde, por exemplo, e existem profissionais de confiança e capacitados para essas funções”, completa.

 

assina redação

Os benefícios da musicoterapia para pets

Ouvir música, hábito tão comum aos seres humanos, é muito agradável e pode influenciar diretamente no bem-estar. Mas seus benefícios não param por aí: podendo ajudar até mesmo os pets.

“Em 2012, morando nos Estados Unidos, conheci a musicoterapia para pets e decidi trazê-la ao Brasil a fim de oferecer aos animais uma técnica útil como coadjuvante nos tratamentos de questões físicas e comportamentais”, explica Cleber Santos, da ComportPet – empresa especializada em comportamento animal e pioneira na aplicação dessa prática no Brasil.

Excelente na promoção do relaxamento de cães, gatos e até aves, a musicoterapia usa a música e diversos elementos (melodia, som, ritmo e harmonia) para promover mudanças positivas (físicas, mentais, sociais, cognitivas e comportamentais) nos pets, auxiliando, inclusive, no bom funcionamento do sistema imunológico.

Por meio das sessões, é possível diminuir o nível de estresse de um animal, fazer com que ele relaxe e responda melhor a um tratamento. Mas é importante lembrar que a técnica deve sempre ser aplicada com a supervisão de um profissional especializado. “Antes de mais nada, é preciso diagnosticar o bichinho e isso somente um especialista pode fazer. Caso seja aplicada de forma inadequada, a musicoterapia poderá ser ineficaz ou até mesmo agravar o quadro apresentado”, alerta.

 

Veja também:
– Terapia alternativa para pets: aromaterapia
– Acupuntura para pets

 

Conheça os benefícios proporcionados pela musicoterapia:

  • » Relaxamento: a exposição frequente à música harmônica tem efeito relaxante, antiestresse, sonífero e tranquilizante sobre os animais. Por isso, ela pode deixar o pet mais tranquilo, fazendo com que ele se sinta mais confortável. Os sons de fundo durante as sessões são escolhidos a partir de uma série de estudos que mostram quais notas são mais confortáveis para eles;
  • » Mudanças físicas: a música atinge diversos órgãos e sistemas dos bichinhos, como cérebro, pulmões, aparelho digestivo, sangue e sistema circulatório, pele e mucosas, músculos e sistema imunológico. “Pesquisas científicas comprovam que a musicoterapia promove efeito analgésico, além de manter o equilíbrio do sistema circulatório e do metabolismo profundo”, afirma o profissional;
  • » Mudanças comportamentais: a técnica tem efeito regulador sobre o sistema psicossomático dos pets. Doenças emocionais, como a depressão, a hiperatividade, a agressividade e a carência afetiva, podem ser combatidas com este tipo de tratamento.

 
Assina cris

SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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