Dog

Por Talita Ramos
Foto: Márcio Monteiro/Fotobicho

 

Durante o Verão todos sofrem com as altas temperaturas. Para os animais, essa realidade não é diferente. E pode ser até ainda pior. Expostos ao excesso de calor, eles correm o risco de desenvolver hipertermia, uma doença caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal do animal, que varia de 37° a 39°, o que nos humanos assemelha-se à insolação.

Em dias muito quentes, nem sempre os bichos de estimação conseguem fazer uma troca satisfatória de calor, principalmente ao praticar exercícios físicos com intensidade, se estiverem em locais muito quentes (como em carros fechados), ou em uma casa exposta ao Sol e sem ventilação. Animais presos a correntes, sem poder buscar por proteção ou água fresca, também correm perigo.

O risco é ainda maior para os braquicéfalos, cães e gatos com os ossos da face mais curtos e achatados, como bulldog inglês, bulldog francês, shih-tzu e lhasa apso; gato persa e himalaia, pois a formação óssea desses animais dificulta seu processo de respiração. A hipertermia também pode ser desenvolvida facilmente em animais de grande porte e naqueles que apresentam um histórico de problemas cardíacos, diabetes ou obesidade.

 

Conheça os riscos da Hipertermia | Blog Pets e Patas

 

Identificando os sintomas

Os principais sintomas da hipertermia são: respiração rápida, hipersalivação, saliva espessa, mucosas de coloração vermelho-escuro, tremores musculares, vômitos, diarreia, falta de coordenação motora, desmaios e convulsões.

 

Cuidados

A veterinária Vivian Mayumi Obi, da clínica Pet Company, em Guarulhos, dá algumas dicas de como evitar a doença. “Deve-se evitar passear com o animal nas horas mais quentes do dia e nunca deixar seu bichinho sozinho dentro de carros com os vidros fechados, mesmo em dias não tão quentes”, explica Vivian.

Optar por caminhar em áreas com sombra é sempre a melhor opção, pois em áreas ensolaradas o chão pode estar muito quente e causar queimaduras nas patas.

A médica ainda completa: “Ofereça sempre água fresca ao longo do passeio e durante todo o dia, podendo colocar gelo. Evite colocar roupas no animal nessa época do ano e procure tosá-los sempre que possível, principalmente os animais que têm subpêlo (pelagem cheia em volta do pescoço). Se possível, ligue o ar-condicionado ou ventilador nos ambientes muito quentes”.

 

Primeiros socorros

Caso seu animal de estimação apresente algum sintoma de hipertermia, a primeira atitude a ser tomada é retirá-lo do ambiente quente, resfriar as patas, a região do pescoço e cabeça com toalhas molhadas, mas com o cuidado de secá-los em seguida para evitar a formação de fungos. Ofereça água, mas sem forçá-lo a tomar líquidos, principalmente se estiver desamaiado ou convulsionando. Em seguida, leve-o ao veterinário.

A hipertermia pode ocorrer em animais de qualquer idade, sejam eles filhotes, adultos ou idosos. A temperatura alta, falta de água e má circulação do ar podem gerar diversas complicações no animal, podendo até chegar a óbito. Fique de olho e aproveite o Verão.

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 85

 

assina colaborador

Por Talita Ramos
Fotos: banco de imagens

 

A hora do banho | Blog Pets e Patas

Para muitos bichos de estimação, a hora do banho é um momento divertido e especial, pois após todo esse processo, muitos deles ficam relaxados e tranquilos. Porém, é preciso ter cuidados específicos para lidar com cada animal de modo devido.

No caso de cães, o que determina de quanto em quanto tempo é preciso tomar banho é a pelagem do animal e o ambiente em que ele vive. “Para animais que estão em tratamento dermatológico deve-se fazer os banhos de acordo com a prescrição do médico veterinário.

Animais com pelagem média e longa necessitam de escovação diária para que não fique com nó. Se o proprietário não consegue escovar seu cão em casa, o ideal é levar para o banho semanal no pet shop”, explica a esteticista pet Claudia Regina de Paula, da Planet Pet Center, em Guarulhos. Se o animal tem pelagem curta, também deve ser escovado diariamente, para evitar que os pelos caiam pelo ambiente, mas neles o banho pode ser feito quinzenalmente.

 

A hora do banho | Blog Pets e PatasO mito do gato

Muita gente acredita que gatos não precisam tomar banho, mas isso não é verdade. “Gatos precisam de banho, sim; o importante é secá-los de forma correta, para não gerar problemas de pele. Para felinos que não estão acostumados com banhos desde filhotes, o ideal é fazê-lo em casa com produtos específicos, conhecidos como banho a seco”, afirma a esteticista.

 

Por que levar ao pet shop?

Dar banho em casa pode ser algo econômico e prático para donos que estão acostumados, mas para os animais o banho feito em pet shop faz toda a diferença. “O grande diferencial do banho feito em centro estético é a secagem dos pelos, pois uma secagem malfeita pode causar problemas de pele e ouvido. Um banho com qualidade requer tempo e paciência do proprietário e não há nada mais prático do que levar seu bichinho a um centro estético especializado”, conta Claudia.

 

Perigo

Todo procedimento estético em animais oferece alguns riscos. Por isso, procure levar seu bichinho a um pet shop de confiança, pois, infelizmente, existem casos de maus-tratos e até graves acidentes, por conta de profissionais irresponsáveis. “No momento em que for deixar o pet para tomar banho, procure avisar o profissional que for realizar o serviço sobre qualquer tipo de problema que o animal possa ter, seja ele a respeito da saúde ou comportamento. Vale lembrar que o proprietário deve conhecer bem o local e o profissional a quem vai confiar o seu animal,” explica a esteticista.

A hora do banho | Blog Pets e Patas

O banho em casa

Para quem prefere dar banho em casa, o ideal é atentar-se aos produtos próprios para cães ou gatos e ter segurança do que está fazendo, para não provocar traumas no animal, como por exemplo causar medo de água, secador, escovação, entre outros. Vale lembrar que é necessário proteger os ouvidos do animal com algodão, tomar cuidado com os olhos e nariz, enxaguar bastante para não ficar com resíduo de xampu no corpo e finalizar com uma boa secagem.

 

Mantenha a higiene

A hora do banho | Blog Pets e Patas“Em uma casa que tenha somente um animal, este vai ficar limpo e cheiroso por mais tempo do que aquele que divide espaço com outros. Assim como aquele que fica no quintal vai ficar sujo mais rapidamente do que o que fica dentro de casa”, completa a esteticista pet. Sendo assim, procure manter a higiene do pet com simples atos, como limpar as patas após um passeio, ou conservar a limpeza com banho a seco, sem esquecer da escovação diária para retirar pelos velhos e evitar nós.

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 89

 

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Por Talita Ramos
Fotos: banco de imagens

 

Hora de petiscar | Blog Pets e Patas

 

Cães e gatos adoram provar um petisco entre as refeições, e no mercado há uma grande variedade de biscoitos, ossinhos e carninhas para saciar o bichinho. Mas, mesmo próprios para pets, em altas doses, estes alimentos podem causar danos à saúde. Os petiscos são classificados por espécie, faixa etária e porte do animal para o qual foi feito, mas não apresentam todas as propriedades nutricionais encontradas em rações. “Petiscos devem ser oferecidos esporadicamente para os pets. Não podem substituir a ração, a menos que o animal esteja debilitado ou tenha algum problema de saúde que necessite de uma alimentação especial, com alimentos medicamentosos. Neste caso, eles devem ser prescritos por um veterinário”, explica a médica veterinária Tatiane Szücs.

A ingestão desses alimentos deve ser controlada, pois existe uma quantidade certa a ser fornecida por dia. Para não errar, procure investir em petiscos naturais ou integrais e fique de olho na composição do produto. “Corantes fortes e artificiais podem fazer mal, assim como o alto teor de sal. Uma ração de boa qualidade é o primeiro passo para cuidar bem do seu pet. Não adianta agradar com petisco e dar uma ração ruim. O indicado é investir em ração super premium ou premium”, explica a médica.

 

Comida humana

Muita gente acha que é normal alimentar os animais com a mesma comida que ingere diariamente. Este é um erro que pode ser fatal. “Nosso amigo de quatro patas tem sensibilidade diferente da nossa e, por este motivo, ele nunca deve ganhar petiscos humanos como agrado. O excesso de sal encontrado na maioria dos salgadinhos, por exemplo, pode causar aumento na produção de urina, vômitos, depressão, tremores, febre e convulsões, podendo levar o animal à morte”, afirma Tatiane.

O ideal é optar por uma alimentação balanceada. Caso o animal seja totalmente intolerante aos ingredientes presentes na ração, ele pode ser alimentado com comida (humana) natural, porém com dietas rigorosas, prescritas por veterinários nutricionistas. Confira a lista de alimentos que podem ou não entrar na dieta de seu bichinho.

 

Hora de petiscar | Blog Pets e Patas

 

O que pode

Grãos: todos os tipos de farinha integral, arroz, cevada e aveia em flocos;

Frutas: maçã (sem sementes e talo), banana, blueberry, melão, melancia e pêra;

Vegetais: cenoura, mix de legumes congelados, ervilha, batata cozida e espinafre;

Ervas e especiarias (doses moderadas): canela, orégano, salsa, alecrim e extrato de baunilha;

Carnes: frango sem osso e sem pele, carne de boi em geral, suíno, peru, carneiro e filé de peixe;

Laticínios: queijos com pouca ou sem gordura, ovos e leite em pó;

Outros: óleo de canola, amido de milho, mel e melaço.

 

O que não pode

Bebidas alcoólicas: causam intoxicação, coma e morte;

Chocolate e café: contém teobromina e cafeína, podendo ser tóxicos e afetar o coração;

Gordura: afeta o pâncreas;

Ossos de peixe, frango e outros animais: podem causar obstrução e perfuração do sistema digestivo, levando a óbito;

Sal: em grande quantidade causa desequilíbrio eletrolítico;

Macadâmia: contém toxina desconhecida que afeta o sistema nervoso, digestivo e os músculos;

Cebola: contém sulfoxidos e dissulfetos que podem prejudicar as células sanguíneas e causar anemia;

Peixe cru: pode resultar na deficiência de vitamina B, gerando perda de apetite e morte;

Açúcar: pode causar obesidade, problemas dentários e diabetes;

Ovo cru: além de poder conter salmonela, tem uma enzima chamada avidina, que impede a absorção de vitamina B, e isso pode afetar a pele e o pêlo;

Fermento biológico: produz gases no sistema digestivo, causando dor e dilatação do estômago e intestino;

Uva-passa: Uma pequena quantidade de passas pode causar falência renal em seu cão em apenas 48 horas, levando à morte;

Batata, inhame, mandioquinha e cará (crus): apresentam solamina, uma toxina que pode deprimir o sistema nervoso central e causar distúrbios gastrointestinais;

Abacate: contém persina, uma substância que pode causar desarranjos gastrointestinais;

Fubá: causa cirrose hepática em cães;

Outros: Frutas ácidas, adoçantes e refrigerantes também devem ser evitados.

 

***Matéria originalmente publicada na Revista Guarulhos 91

 

assina colaborador

SOBRE

Blog criado pela jornalista Cris Marques, de Guarulhos/SP, apaixonada por animais, mãe do cãozinho Bilbo e das hamsters Bubbles e Marceline (que viraram estrelinha em 2016), e uma fã incondicional de informação e novidades. Quer descobrir mais sobre o mundo pet?

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